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Crise de ansiedade: o que fazer na hora e o que fazer depois

Uma crise de ansiedade chega rápido e parece não ter fim: o coração dispara, a respiração encurta, o corpo treme e a cabeça avisa que algo muito ruim vai acontecer. Quem já passou por isso sabe o quanto assusta. Este texto explica o que ajuda na hora, o que fazer nos dias seguintes e quando é o caso de procurar um profissional. Ele é informativo e não substitui uma avaliação.

Se você sente dor forte no peito, falta de ar que não melhora, desmaio ou tem dúvida se é uma crise ou outra coisa, procure uma emergência ou chame o SAMU no 192. Se há pensamentos de se machucar, o CVV atende no 188, 24 horas.

O que é uma crise de ansiedade

A crise é uma resposta de alarme do corpo que dispara sem um perigo real na frente. O organismo se prepara para fugir ou lutar: libera adrenalina, acelera o coração, deixa a respiração curta, tensiona os músculos. Isso explica a tontura, o formigamento, o suor frio, a sensação de irrealidade e o medo de perder o controle ou de morrer.

O pico costuma passar em alguns minutos, mesmo que o cansaço e o susto durem mais. Saber disso, no meio da crise, já ajuda: o corpo não consegue manter aquele estado por muito tempo. Quando as crises se repetem e a pessoa passa a viver com medo da próxima, pode ser o que se chama de síndrome do pânico, e sobre isso há um texto próprio: síndrome do pânico: o que fazer.

O que fazer na hora

Lembre que vai passar. Diga a si mesmo, mesmo sem acreditar muito, que é uma crise de ansiedade, que é desconfortável mas não é perigosa, e que o pico dura poucos minutos. Não lute contra as sensações; deixe que elas venham e passem, como uma onda.

Alongue a expiração. Inspire pelo nariz contando devagar até quatro e solte o ar pela boca contando até seis ou mais. Soltar o ar mais lentamente do que puxar manda ao corpo um sinal de que o perigo passou. Repita por um ou dois minutos, sem forçar.

Volte para o presente. Um exercício simples é procurar cinco coisas que você vê, quatro que você pode tocar, três sons, dois cheiros e um sabor. Segurar algo gelado, pisar firme no chão ou sentir a textura de um objeto também ajuda a tirar a atenção do corpo em alarme.

Se puder, saia do lugar apertado. Um ambiente mais fresco e silencioso costuma ajudar. Se estiver acompanhado, peça para a pessoa ficar com você, sem muitas perguntas. Evite café, energético e álcool nas horas seguintes.

Como ajudar alguém em crise

Fale baixo e devagar, com frases curtas. Diga que você está ali e que vai passar. Não minimize ("isso não é nada") nem pressione ("respira direito, se acalma"). Pergunte se pode fazer alguma coisa e respeite a resposta. Se a pessoa aceitar, respire junto com ela, em um ritmo lento, e ajude a notar o que está em volta.

Depois que passar, não encha de conselhos. Um copo de água, um lugar para sentar e um pouco de silêncio costumam valer mais. Se a pessoa quiser falar, ouça. Se as crises se repetem, sugira, com calma e sem cobrança, que ela converse com um profissional.

O que fazer nos dias seguintes

É comum ficar exausto, envergonhado ou com medo de uma nova crise. Tente não evitar os lugares e as situações em que a crise aconteceu: a evitação alivia na hora, mas ensina o corpo a ter mais medo daquilo. Se for difícil voltar sozinho, volte acompanhado, aos poucos.

Observe o que veio antes: noites mal dormidas, excesso de café, uma pressão no trabalho, uma briga, uma notícia. Anotar o contexto ajuda a enxergar padrões e será útil se você procurar ajuda. Cuide do básico nos dias seguintes: sono regular, refeições em horários parecidos, alguma atividade física leve e menos estimulantes.

Uma crise isolada, num período muito difícil, pode acontecer com qualquer pessoa. O que merece atenção é a repetição, o medo constante da próxima e a vida ficando menor por causa disso.

Quando procurar ajuda e quem procurar

Procure um profissional se as crises se repetem, se você passou a evitar lugares ou atividades por medo delas, se a ansiedade está presente na maior parte dos dias ou se o sono e o trabalho estão sofrendo. Não é preciso esperar que piore. Para saber mais sobre o momento certo, leia ansiedade: quando procurar ajuda.

O psicólogo, com registro no CRP, trabalha com você as situações que disparam a crise, a forma de reagir ao corpo em alarme e o medo da próxima. O psiquiatra é médico, com CRM e RQE, avalia o quadro clínico e, se houver indicação, prescreve medicamento. Em muitos casos os dois acompanhamentos caminham juntos, e nenhum profissional sério promete que as crises vão sumir numa data certa.

A terapia online tem uma vantagem para quem tem crises: a sessão acontece de casa, no lugar em que você se sente seguro. No saudemental.org, a lista de profissionais mostra formação, abordagem e horários livres, todos com registro conferido. Veja também como funciona a terapia online e quanto custa, com valor único por sessão.

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Perguntas frequentes

Crise de ansiedade pode matar?

A crise em si não é perigosa, por mais que pareça. O coração acelera e a respiração encurta porque o corpo entrou em alarme, e isso passa. Se houver dor forte no peito, falta de ar que não melhora ou desmaio, procure uma emergência para descartar outras causas.

Quanto tempo dura uma crise de ansiedade?

O pico costuma durar poucos minutos. O cansaço, a sensação de estranheza e o susto podem durar mais, às vezes horas. Se o mal-estar não passa ou se repete várias vezes no mesmo dia, converse com um profissional.

Como diferenciar crise de ansiedade de infarto?

Nem sempre dá para diferenciar sozinho, e por isso a regra é simples: na dúvida, procure a emergência ou chame o SAMU no 192. Depois de descartada uma causa física, o acompanhamento com psicólogo ou psiquiatra ajuda a lidar com as crises.

Preciso de remédio para crise de ansiedade?

Nem sempre. Essa avaliação é do médico, geralmente o psiquiatra, e depende da frequência das crises e do quanto elas atrapalham a vida. Em muitos casos a psicoterapia sozinha é suficiente; em outros, as duas coisas se complementam.

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