O que é uma crise de pânico
É uma onda de medo ou de mal-estar intenso que sobe rápido, atinge o pico em poucos minutos e depois vai passando. Vem com sintomas físicos fortes: coração acelerado, suor, tremor, falta de ar, aperto no peito, enjoo, tontura, formigamento, calafrios ou ondas de calor. Muita gente sente que vai desmaiar, perder o controle ou morrer.
A crise é a resposta de alarme do corpo disparada na hora errada: o organismo se prepara para fugir de um perigo que não existe ali. Por mais horrível que pareça, a crise em si não causa dano físico e termina sozinha.
Fala-se em transtorno de pânico, ou síndrome do pânico, quando as crises se repetem e a pessoa passa a viver com medo da próxima, mudando a rotina para evitá-las: deixa de dirigir, de pegar ônibus, de ir a lugares cheios, de ficar sozinha. Esse medo do medo é o que mais prende a vida da pessoa.
O que fazer na hora da crise
Lembre-se do que é. Dizer a si mesmo "isso é uma crise de pânico, já tive antes, vai passar" ajuda a não alimentar o alarme com mais medo.
Alongue a expiração. Na crise, a respiração fica curta e rápida, o que piora a tontura e o formigamento. Tente soltar o ar devagar, mais demorado do que a inspiração, por alguns minutos. Não precisa ser perfeito.
Volte para o presente. Observe cinco coisas que você vê, quatro que consegue tocar, três sons, dois cheiros. Sentir os pés no chão ou segurar algo frio também ajuda a sair da espiral de pensamentos.
Não fuja do lugar, se puder. Sair correndo alivia na hora, mas ensina o cérebro que aquele lugar era perigoso, o que reforça a evitação. Se der, espere a onda passar onde você está.
Se for a primeira vez, se houver dor no peito ou se você tiver dúvida, procure uma emergência. Não há vergonha nenhuma nisso, e descartar outras causas faz parte do cuidado.
Quando procurar ajuda
Uma crise isolada, numa fase de muito estresse, pode acontecer com qualquer pessoa. Vale procurar ajuda quando as crises se repetem, quando você passa a viver com medo da próxima, quando começa a evitar lugares e situações, ou quando o medo atrapalha o trabalho, os estudos ou as relações.
Também procure ajuda se as crises vierem acompanhadas de tristeza profunda, uso de álcool para aguentar, ou pensamentos de se machucar. Nesse caso, ligue para o CVV no 188 ou procure uma emergência.
Como é o tratamento
O transtorno de pânico tem tratamento, e ele costuma envolver psicoterapia, medicação ou os dois, conforme a avaliação de cada caso.
Na psicoterapia, a pessoa aprende a entender o ciclo da crise, a reconhecer os primeiros sinais, a reinterpretar as sensações do corpo e a voltar, aos poucos, às situações que passou a evitar. A terapia cognitivo-comportamental é uma das abordagens mais usadas para pânico, mas outras linhas também trabalham o tema; o importante é a confiança no profissional. Sobre as abordagens, veja qual terapia escolher.
O psiquiatra, que é médico, avalia a necessidade de medicação, que pode ser usada por um período para reduzir a frequência e a intensidade das crises enquanto a terapia avança. Alguns medicamentos têm regras próprias de receita, e o médico orienta sobre isso. Nunca comece, pare ou mude a dose por conta própria.
Hábitos também pesam: reduzir cafeína e energéticos, dormir em horários regulares, evitar álcool e manter alguma atividade física costumam diminuir a sensibilidade do corpo ao alarme. Isso não substitui o tratamento.
Tratar o pânico online
Para quem tem pânico, o atendimento online tem uma vantagem evidente: muitas pessoas com o transtorno evitam justamente sair de casa, dirigir ou pegar transporte. Começar a terapia de casa tira essa barreira do caminho. Com o tempo, a própria terapia ajuda a retomar o que foi evitado.
No saudemental.org, todo atendimento é online, por vídeo, na sala do próprio site. Psicólogos, psiquiatras e psicanalistas têm registro conferido, e o valor da sessão é único. Veja a lista de profissionais, como funciona a terapia online e quanto custa. Se a ansiedade é constante, mas sem crises, o artigo ansiedade: quando procurar ajuda pode ser um ponto de partida.
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Perguntas frequentes
Crise de pânico pode matar ou causar infarto?
A crise de pânico em si não causa dano físico e passa sozinha. Mas, como os sintomas se parecem com os de problemas cardíacos, na primeira vez ou em caso de dúvida procure uma emergência para um médico avaliar.
Quanto tempo dura uma crise?
Geralmente o pico vem em poucos minutos e a crise vai passando ao longo de alguns minutos a meia hora. A sensação de cansaço e de estranheza pode ficar por mais tempo.
Preciso tomar remédio para pânico?
Nem sempre. A avaliação é do psiquiatra, considerando a frequência das crises e o impacto na vida. Em muitos casos, a psicoterapia é o centro do tratamento, com ou sem medicação.
Terapia online funciona para síndrome do pânico?
Muitas pessoas tratam o pânico com acompanhamento online, e começar de casa facilita para quem evita sair. O profissional avalia o seu caso na primeira conversa.
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