O sigilo profissional vale igual
O sigilo é um dever ético do psicólogo, do psiquiatra e do psicanalista, e não muda porque a sessão é por vídeo. O código de ética do psicólogo, por exemplo, proíbe revelar o que foi dito em sessão, salvo situações excepcionais previstas na própria norma, como risco grave à vida. O mesmo vale para o médico. O psicanalista, mesmo sem conselho próprio, assume esse compromisso na formação e, quando é também psicólogo ou psiquiatra, responde ao respectivo conselho.
O Conselho Federal de Psicologia regulamenta o atendimento por meios digitais e exige, entre outras coisas, que o profissional garanta um ambiente seguro para a sessão e trate com sigilo as informações. A teleconsulta médica é regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina, com regras sobre registro, consentimento e guarda dos dados.
Na prática, isso significa que o profissional precisa atender de um lugar privado, não pode compartilhar o que você disse e não pode gravar a sessão sem o seu consentimento expresso. Se algum dia você suspeitar de quebra de sigilo, o conselho profissional é o caminho para a denúncia.
O que a LGPD muda
A Lei Geral de Proteção de Dados trata informações sobre saúde, inclusive saúde mental, como dados pessoais sensíveis, que merecem proteção reforçada. Isso obriga quem guarda esses dados, seja o profissional, seja a plataforma, a coletar só o necessário, a informar para que usa, a proteger contra acessos indevidos e a permitir que você saiba o que está guardado e peça correção ou exclusão, dentro dos limites que a própria lei e as normas profissionais impõem.
Um exemplo desses limites: o profissional é obrigado pelo conselho a manter registro do atendimento por um prazo determinado, e por isso não pode apagar tudo a seu pedido imediatamente. Mas esse registro precisa estar protegido e acessível só a ele. A política de privacidade do site deve explicar isso em linguagem clara; a do saudemental.org está em privacidade.
A sala de vídeo e as anotações
Onde a sessão acontece faz diferença. Aplicativos de mensagem e videochamada de uso geral servem, mas não foram feitos para atendimento em saúde: misturam a sessão com as suas outras conversas, dependem de contas pessoais e nem sempre dão ao profissional controle sobre quem entra. No saudemental.org, a sessão acontece numa sala de vídeo do próprio site, criada para aquele atendimento, acessada pelo navegador com um link seu, sem instalar programa. A transmissão é criptografada no caminho entre os participantes.
O site não grava as sessões. As anotações que o profissional faz ficam na área dele, protegida por senha, e não são lidas pela equipe do site. Os seus dados de cadastro servem para agendar, pagar e entrar na sala, e não são vendidos nem usados para anúncios.
Qualquer site sério deve poder responder a estas perguntas: quem tem acesso à sessão, se ela é gravada, onde ficam as anotações e o que acontece com os seus dados se você sair. Se a resposta for vaga, desconfie.
O que depende de você
Uma parte da segurança está do seu lado da tela. Escolha um lugar em que ninguém ouça; se dividir a casa, fones de ouvido ajudam, e muita gente faz a sessão do carro estacionado ou de um quarto fechado em horário combinado. Evite redes Wi-Fi públicas para a sessão. Use uma senha própria no site e não a compartilhe. Feche outras abas e aplicativos que possam enviar notificações com conteúdo privado durante a chamada.
Se usar o celular, verifique se nenhum aplicativo está gravando a tela e desative o espelhamento para a TV. E combine com o profissional o que fazer se a conexão cair: em geral, cada um tenta reconectar, e, se não der, continua-se por áudio ou remarca-se.
Para quem vive em situação de violência ou de controle em casa, a privacidade pede cuidado extra: horários em que a pessoa não está, histórico do navegador apagado, um nome discreto para o compromisso na agenda. Fale disso com o profissional; ele pode ajudar a planejar. Em risco imediato, ligue 190; para violência contra a mulher, o 180 orienta 24 horas.
Conferir quem está do outro lado
Segurança também é saber com quem você fala. O registro do psicólogo pode ser conferido no Cadastro Nacional de Psicólogos, do Conselho Federal, pelo número do CRP. O do psiquiatra se confere no portal do Conselho Federal de Medicina, pelo CRM, onde aparece também o RQE da especialidade. Para o psicanalista, pergunte a instituição de formação. No saudemental.org, a equipe confere registro e formação antes de o perfil ir ao ar, e qualquer pessoa pode conferir de novo.
Com essas camadas, a terapia online é um lugar seguro para falar. Veja a lista de profissionais, como funciona a terapia online e quanto custa, com valor único por sessão. Sobre o que esperar do primeiro encontro, leia como é a primeira sessão de terapia.
Leia também
Perguntas frequentes
A sessão online pode ser gravada?
Não sem o seu consentimento expresso. O sigilo profissional e as normas dos conselhos proíbem gravar ou compartilhar a sessão sem autorização. No saudemental.org, o site não grava as sessões.
Quem tem acesso às anotações do profissional?
Só o profissional. As anotações ficam na área dele, protegida por senha, e não são lidas pela equipe do site. Os conselhos exigem que esse registro seja guardado por um prazo e protegido.
Posso pedir para apagar meus dados?
Sim, dentro dos limites da lei. A LGPD garante o direito de saber o que está guardado e de pedir correção ou exclusão, mas o profissional é obrigado pelo conselho a manter o registro do atendimento por um prazo determinado, protegido.
Posso fazer terapia online pelo WhatsApp?
Alguns profissionais usam, mas aplicativos de uso geral não foram feitos para atendimento em saúde e misturam a sessão com as suas outras conversas. Uma sala de vídeo própria, acessada pelo navegador, dá mais controle sobre quem entra e sobre os dados.
Quer conhecer os profissionais?
Veja formação, abordagem e horários livres, com calma.